Uma relação simples e poderosa
Em um sistema estável, a Lei de Little1 relaciona o número médio de itens no sistema, a taxa média de saída e o tempo médio de permanência. Na fábrica, ela ajuda a entender por que liberar mais ordens não significa entregar mais rápido.
Logo: Lead timeTempo total entre o início e o fim de um processo, incluindo execução, filas, esperas e movimentações. = WIPOrdens e materiais que já entraram no processo, mas ainda não foram concluídos. / ThroughputNa TOC, taxa pela qual o sistema gera dinheiro por meio das vendas; em fluxo, também pode indicar taxa de saída.
Exemplo
Se uma área mantém em média 120 ordens em processo e conclui 20 por dia, o lead timeTempo total entre o início e o fim de um processo, incluindo execução, filas, esperas e movimentações. médio implícito é de seis dias. Se a saída continua em 20 por dia e o WIPOrdens e materiais que já entraram no processo, mas ainda não foram concluídos. sobe para 200, o prazo médio tende a dez dias. O estoque extra criou fila, não capacidade.
O exemplo é uma média e exige estabilidade de fronteiras e período. Ainda assim, oferece uma lente gerencial valiosa: para reduzir prazo sem aumentar throughputNa TOC, taxa pela qual o sistema gera dinheiro por meio das vendas; em fluxo, também pode indicar taxa de saída., é preciso controlar trabalho em processoOrdens e materiais que já entraram no processo, mas ainda não foram concluídos..
Por que a fábrica libera demais
Há medo de deixar máquinas paradas, metas locais de utilização e falta de confiança no plano. Ordens são abertas “para garantir” e competem por espaço, material e atenção. A prioridade muda pelo grito, porque tudo parece urgente.
Uma política de liberação vinculada ao recurso restritivo, ao material e à capacidade protege o fluxo. O zPCP ajuda a visualizar carga e a publicar uma fila coerente, evitando que abrir ordem seja confundido com avançar produção.
Aplicação no produto
Como isso se aplica no zPCP
O zPCP mostra ordens abertas, filas e datas projetadas, permitindo controlar liberação em vez de empurrar toda a carteira ao chão. A sequência por recurso ajuda a reduzir WIPOrdens e materiais que já entraram no processo, mas ainda não foram concluídos. sem deixar o gargaloRecurso cuja capacidade disponível é menor que a carga colocada sobre ele e limita o fluxo. sem alimentação.
Com apontamentosRegistro do que ocorreu na produção, como início, fim, quantidade, refugo e motivo de parada., a empresa acompanha lead timeTempo total entre o início e o fim de um processo, incluindo execução, filas, esperas e movimentações. e throughputNa TOC, taxa pela qual o sistema gera dinheiro por meio das vendas; em fluxo, também pode indicar taxa de saída. reais. A Lei de Little1 vira uma hipótese verificável com dados da própria fábrica.
Resultado buscado: uma decisão mais cedo, explicável e conectada ao que a fábrica realmente consegue executar.
Referências para continuar estudando
- LITTLE, J. D. C. “A Proof for the Queuing Formula: L = λW”. Operations Research, v. 9, n. 3, p. 383–387, 1961.
- HOPP, W. J.; SPEARMAN, M. L. Factory Physics.
Conceitos que pedem aprofundamento
- 1. Lei de Little: Relação entre trabalho em processo, taxa média de saída e tempo médio de atravessamento. Continuar estudando